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Fomos ao Indie Music Fest

Nem todos os festivais trazem multidões à nossa porta. Em Baltar, tivemos mais tempo para conversar, conhecer pessoas e perceber o que fica depois de uma campanha.

Diogo Ferreira ·

Recinto do Indie Music Fest de dia, com palcos e barracas entre as árvores da Floresta Mágica

Para quem não conhece, o Indie Music Fest é um festival realizado na Floresta Mágica, em Baltar, Paredes. Promove a música independente e junta diferentes gerações de artistas e público.

Não é um festival tão conhecido como os outros a que fomos, mas gostámos do cartaz e pareceu-nos ter potencial para mais uma campanha.

Primeiro, conhecer o terreno

Decidimos ir nos dias 4 e 5 de setembro. Saímos de Braga à tarde e chegámos a Baltar por volta das 17h. Fomos diretos à zona do festival conhecer o espaço. Era a primeira vez em Baltar e no festival, tanto para mim como para o Leo.

O recinto estava engraçado. Havia uma banda a ensaiar, mas, fora isso, ainda era tudo montagens de barracas e palcos.

Conhecido o espaço e sem grande oportunidade para fazer campanha, tentámos perceber onde andava o pessoal. Como estava calor, achámos que talvez tivesse ido dar um mergulho à Piscina Verde, em Paredes, uma das piscinas em parceria com o festival.

A piscina tem muito bom aspeto e fica no parque da cidade, numa zona muito bonita que aconselho a visitar. Mas o espaço é fechado e à porta não havia movimento. Resolvemos relaxar um pouco e guardar energias para apostar tudo na noite.

Depois da piscina, fomos espreitar a estação de comboios de Paredes, para perceber se havia potencial para fazer campanha junto de quem chegava do Porto.

Depois de uma paragem estratégica no McDonald's, voltámos ao recinto e encontrámos o espaço ideal mesmo à porta.

Jogar com as cartas que temos

Resolvemos abancar e começar a campanha. Nessa noite, não havia muito movimento à entrada, sobretudo de grupos de jovens. Viam-se mais pessoas da zona, mais velhas, naquele clássico passeio depois do jantar, e também muitas crianças. Não era bem o público que procurávamos para a campanha.

É sempre um misto de emoções: há a expectativa e depois há a realidade. Como o festival tinha campismo, pensámos que ia atrair mais grupos. A ideia era encontrá-los no início do festival, para criarem um grupo no BananaSplit e gerirem as contas connosco. Mas não passaram assim tantos grupos por nós.

Jogámos com as cartas que temos. E, com menos pessoas a passar, pudemos dar mais atenção a cada uma e ficar mais um pouco à conversa.

No final, fomos conhecer melhor o espaço, ouvir uns concertos e comer uma sandes dentro do festival.

Acabámos também por conhecer o Cláudio, artista e designer de moda por detrás do The Magic Colors, que faz t-shirts com tinta de tecido. Pedimos-lhe duas para nós. Muito fixe.

Na segunda conversa, já somos conhecidos

No dia seguinte, voltámos só à noite. Acabou por ser ainda mais tranquilo do que na véspera.

Estar presente em vários dias também ajuda a fortalecer as relações que vamos criando. Na primeira interação com alguém, somos desconhecidos. Na segunda, já somos conhecidos. E isso faz toda a diferença.

Uma curiosidade boa: voltámos a encontrar pessoas que já tinham ouvido falar de nós por amigos que tinham estado connosco na campanha de Paredes de Coura. Aqui no Indie, tiveram a oportunidade de nos conhecer pessoalmente. Foi muito fixe.

Ao longo dos dois dias, conseguimos falar com mais de 80 pessoas, das quais 72 responderam ao nosso inquérito.

Tivemos o privilégio de conhecer pessoas muito interessantes: um grupo de jovens de Paredes que nos deu boas dicas, pessoal de marketing, programadores.

E a Clarisse e a Liliana, duas empreendedoras que se identificaram com esta nossa luta de construir algo incrível. Têm um projeto muito interessante de design de interiores, a Bohemia Interiors, que espero visitar em breve.

Deixo aqui algumas imagens do Instagram da Bohemia Interiors. E se tiverem interesse, façam-lhes uma visita, são muito simpáticas.

E ao rapaz das tatuagens, que tem feito pelo menos uma em cada edição do Indie Music Fest: se estiveres a ler isto, será que no próximo festival te conseguimos convencer a fazer uma do nosso logo? (risos)

É importante sair do ecrã

O bom de um festival é que não é só promover o BananaSplit, é o sair do ecrã e conhecer as pessoas. Ouvimos as suas histórias. E, acreditem, à volta de um festival não faltam boas histórias.

Partilhamos bons momentos. É isso que queremos representar com o BananaSplit. Se pudermos ampliar alguma coisa, que sejam os bons momentos.

Mas bem, vou voltar ao trabalho, que as contas ainda não estão feitas.